por Marcia David Poeta

28.8.12

Mulher de malandro

Eu me mato

Se não houver esperança
eu me mato

amarro o pescoço num laço
tomo veneno com uísque e gelo
faço o sangue jorrar
com uma gilete.

Mas se prometes que volta
eu me enfeito



banho de flor
pétalas de jasmim

Ai de mim
Ai de ti...

jogo perfume na cama
e me deito

e te espero de novo
até o amanhecer

até quando você não vem.
Qual o jeito?


13.8.12

Passou


Eu já gostei mais de você.
Quando você era um olhar doce,

Curioso e sedutor.
Eu já gostei mais da sua voz.
Quando me dizia feliz, o que gostava em mim.
Eu já gostei mais de andar ao seu lado.
Quando os passos eram sin-cro-ni-za-dos.
Eu já gostei mais de dormir com você.
Quando sexo era amor e você se deitava ao meu redor.

Eu já gostei mais...
Eu já...
Eu...
FUI!



*Do Livro Liberdade Poética



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