por Marcia David Poeta

25.9.12

Dança Comigo












Que dança estranha é essa que sempre termina.
Passos marcados, nada se improvisa.
Os pares sempre se olhando,
distantes no meio do salão.

A música parou ou estão surdos?
Era uma valsa, uma salsa, um tango...
Alguém errou um passo, perdeu o ritmo.

A platéia não se importa,
mas ela ainda quer dançar.
Talvez um outro par...

Alguém, em alguma outra noite,
vai tirá-la pra dançar?
O que importa? Quem se importa?

A dança acabou.
Não há mais ninguém no salão.
Se alguém pegar na sua mão e te pedir pra dançar,
dance, apenas dance.

E o seu desejo é que essa dança nunca termine.


* Do Livro Liberdade Poética