por Marcia David Poeta

27.10.12

Arrogante



A vaidade consome e suga.
Seca e devasta.
Arrogância nos trejeitos.
Malfeitos corações empedernidos.

Ossos tortos pelo peito inflado.
Caminha sem pisar na fonte.
Vaidade rinoceronte.
Que te transforma em montes
de estupidez.

Aridez de sentidos.
Acidez das sílabas.

Monólogo da vez.
Tu e a vaidade.


26.10.12

Resto



Cheguei aqui cavalgando em sonhos.
Destilando poesia.
Terrível tropeço na manhã.
Nada amanhece, nada de sol.
E a chuva não veio, não creio, não vi.

Aqui só o que brilha é o que te dá valor.
E eu que apenas sou, poeta, cantor, ator, gentil,
distraído da vida, nada restou.

Cheguei aqui cavalgando em lindos versos alados.
Resvalou, não vingou.
Perdeu asas, sons e calor.



1.10.12

Ilusão


 
 
Mesmo que dentro da minha
verdade  tu tenhas sido,
O universo confirma: tudo
não passou de um sonho.
Eu aguardo então a sensação do real.
Para um dia dizer-te que não és mais.