por Marcia David Poeta

27.7.13


Tudo entra pela boca,
pernas, ombros, braços e deleite.

Entope a alma de gozo.
E o corpo, o teu enfeite.



12.7.13















Então, que o tempo vai devolvendo tudo que te tomaram.
Vai abrindo caminhos nunca imaginados.
E quando menos espera, se está vivo, amando e sendo amado.
Rezando um credo de anjos.
Aqueles que colocam na sua porta.
Basta abrir e respirar. Fechar os olhos e imaginar.
E tudo surge. Tudo renasce. Enfim, tudo é VIDA!


6.7.13

Raiou


Descobri que sou a tempestade.
E também a brisa.
A minha própria condição de andar.
Solta nessa vida que não basta.
Pano que desgasta, feito nuvem ao vento.
Bordado, lavado, desbotado.
Mas ainda sei quem sou.
Aonde piso e porque vou.



4.7.13

Rayar...


Caminha comigo?
Me deixa pisar nessas folhas secas.
Me deixa voar.
Fica do meu lado, enquanto eu escolho um caminho.
Um atalho. Um viés.
Qualquer trilha que me leve daqui.
Não me faça refém.
Só segue comigo.
Molhando os pés, ardendo ao Sol.
Me deixa abraçar a árvore, correr por aí.
Perseguir raios, trovões, vendavais.
Eu sou a tempestade
Seja a minha brisa. Na varanda.
Dias mansos de preguiça.













1.7.13

Quem É...

Instante, ora e passa.
Hora que devassa.
O que de passado se fez
e aprendi.
Um instante e reconstruí
Vida, Amor e Graça.