por Marcia David Poeta

4.2.14

Palavra

é bem ali que moro.
nas curvas, pontos, aberrações de sentidos.
em linhas, oblíquas, retilíneas,
em voltas e vice-versa.
é sempre assim que me escondo.
entre pontos, vírgulas e parênteses.
reticente que vive e pensa
em pequenas palavras.
em versos breves.
na frase seguinte me sinto viva.
afagada pela língua do tempo.
é bem desse jeito que me movo.
enfeito páginas, rodapés e crepúsculos.
e quando me guardo,
me fecho no escuro do ócio.
revirada, destemida e largada.
na ponta da tinta,
sutil rabisco da dor.




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